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	<title>Contistas de plantão</title>
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		<title>Contistas de plantão</title>
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		<title>Desespero</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 15:10:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hanzobcv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futurista]]></category>
		<category><![CDATA[Trevas]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno C. Vieira]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma forte luz foi acessa diretamente nos meus olhos me despertando. Mãos ao rosto, para bloquear a luz! O quê? É impossível fazer isso. O espaço é ridiculamente pequeno. Essa merda é tão estreita que a movimentação de qualquer parte do meu corpo fica inviabilizada. O ar estagnado cheira a mofo e a luz é [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=asmileduasnoites.wordpress.com&amp;blog=8618683&amp;post=151&amp;subd=asmileduasnoites&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Uma forte luz foi acessa diretamente nos meus olhos me despertando. Mãos ao rosto, para bloquear a luz! O quê? É impossível fazer isso. O espaço é ridiculamente pequeno.<span id="more-151"></span></em></p>
<p><em>Essa merda é tão estreita que a movimentação de qualquer parte do meu corpo fica inviabilizada. O ar estagnado cheira a mofo e a luz é tão forte que de pálpebras fechadas a vermelhidão toma conta. Mas tem mais uma coisa me incomodando, minha cabeça está a ponto de explodir.</em></p>
<p><em>                </em>-Ah!</p>
<p><em>Uma goteira de água congelante, bem no topo de minha cabeça, isso me faz tremer por inteiro, na medida do possível, já que me mover é impossível. A luz forte, o cheiro de mofo, a água congelante e a dor lancinante não me dão trégua há segundos, minutos ou há horas a fio, não sei ao certo. Estou recuperando minha memória.</em></p>
<p><em>O fim dos tempos. Até hoje não sei o que deu inicio, mas ele aconteceu. Fogo, seca, fome e frio. As árvores caiam, uma a uma, nas cinzas do que já fora grama. E por anos vaguei, andando pelas terras do que fora o estado mais rico do Brasil, a procura de água potável, comida e sol. Água e comida eram quase impossíveis de se encontrar, mas o sol não, esse nunca mais foi visto. A Terra congelava, e ardia ao mesmo tempo.</em></p>
<p><em>Muitos não viam outra solução a não ser aquilo. Não havia mais comida, os animais a muito deixaram de existir. O ecossistema estava destruído, somente o homem caminhava pela Terra, e dele alguns começaram a se alimentar. Será esse meu fim?</em></p>
<p>- Socorro!</p>
<p><em>Minha resposta vem rapidamente. Outra gota, mais gelada do que as outras, caiu em minha testa, está escorrendo pela minha face e descendo pelo meu corpo, resfriando-o mais um pouco. Tenho que me mover, mas todas as tentativas são em vão. Minhas mãos estão soltas, mas presas ao mesmo tempo.</em></p>
<p><em>O calor da cápsula só não é mais terrível graças às horríveis gotas gélidas que caiem sobre meu corpo. A forte luz só consegue piorar a já inacreditável dor de cabeça, e o cheiro de mofo seca ainda mais meu nariz, fazendo-o coçar.</em></p>
<p><em>Encontrei um abrigo seguro para a maldita chuva que molhava a terra infértil após anos de queimada. Depois de algumas horas de sono mal dormido, resolvi vasculhar a área ao redor, movido pelo ronco de meu estomago, de dias sem comida.</em></p>
<p><em>Segui pela mata até que encontrei um estranho rastro, vinha da rodovia e cortava meu caminho. Maldita hora em que não dei meia volta. Nesse instante o cheiro de carne assada praticamente tirou meus pés do chão e me fez flutuar em sua direção. Segui rapidamente pela mata até chegar ao seu fim, era o fundo de uma grande propriedade.</em></p>
<p><em>Quatro pessoas assavam algo em uma grande churrasqueira. Corri sem pudor algum em direção ao fogo quente, eles teriam de me dar um pedaço, aquela carne cheirava tão bem. Mas quando me aproximei, finalmente puder ver o que era.</em></p>
<p>- Alguém me tire daqui!</p>
<p><em>Maldita perna assada! Maldito cheiro de perna assada! Por que você se parece tanto com cheiro de carne de boi? Maldito holofote! Maldita água gelada! Maldita imobilidade! Esses desgraçados querem me comer! Vivo!</em></p>
<p>- Socorro!</p>
<p><em>Não consigo mexer minhas mãos. Não da nem pra limpar meus olhos, nem para molhar meu nariz. Maldita luz! Aquele bastardo me acertou bem na nuca quando tentei voltar para o mato, não tive nem tempo para me virar, ele já estava atrás de mim.</em></p>
<p>- Alguém apague essa luz! Pelo amor de Deus!</p>
<p><em>Deus?! Esse é outro&#8230; abandonou a Terra, e nos deixou aqui. Não sei por que ainda uso essa expressão. Puta merda! O quê vai me vencer primeiro? A água? A luz? A fome? A imobilidade? A ira? Ou será que meu nariz vai cair antes disso tudo!</em></p>
<p>- Não consigo me mexer&#8230; estou cansado. Não tenho espaço nem para dobrar os joelhos. Meus pés estão me matando.</p>
<p><em>Minha cabeça está me matando. Esse silêncio está me matando. Esse ar está me matando. Essa ansiedade está me matando. Será que vão me matar antes de dar a primeira mordida? Não sei o quê fazer!</em></p>
<p>- Me matem, seus bastardos!</p>
<p>Nesse momento a luz da cápsula se apagou.</p>
<p>- Graças a Deus!</p>
<p>A parte da frente da cápsula se abriu, mas ele não podia enxergar nada, a forte luz havia lhe queimado a visão. Quatro homens o retiraram da cápsula, ele se debatia, se contorcia, mas não havia escapatória. Eles o amarraram em uma mesa.</p>
<p>- O quê vão fazer? Hein? O quê vão fazer?!</p>
<p>Um dos quatro homens pegou um machado e cortou-lhe uma das pernas. Ele gritou, gritou até não ter mais voz, mas de nada adiantou, não havia ninguém ali, pelo menos ninguém com condições de ajudar.</p>
<p>Enrolaram trapos sujos na extremidade do que restara da perna esquerda do homem e o desamarraram. Enquanto o carrasco guardava o machado, outro levava a perna para fora da casa, e os outros dois carregavam o homem pela casa, pingando sangue.</p>
<p>- Malditos! Bastardos! Canibais dos infernos! Minha perna!</p>
<p>O homem gritava sem parar, xingava e se debatia, mas era tudo em vão. Os dois o levaram até uma porta, abriram-na e o atiraram escada abaixo. Ele caiu ainda consciente, sua visão já retornava, mas ainda estava terrivelmente afetada pela luz do holofote. Infelizmente ele pode ver a luz do porão se acender e a porta fechar.</p>
<p>Dos cantos ainda escuros do porão, olhos famintos o encaravam. Eram mais três, mas esses não tinham machado nas mãos, nem usavam roupas que os protegessem do frio. Eram não mais que crianças nuas com as mãos e bocas manchadas de tinta vermelha, e com apetites vorazes.</p>
<p>Avançaram.</p>
<p>FIM.</p>
<p>Bruno “Hanzo” Vieira</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/asmileduasnoites.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/asmileduasnoites.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/asmileduasnoites.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/asmileduasnoites.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/asmileduasnoites.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/asmileduasnoites.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/asmileduasnoites.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/asmileduasnoites.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/asmileduasnoites.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/asmileduasnoites.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/asmileduasnoites.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/asmileduasnoites.wordpress.com/151/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/asmileduasnoites.wordpress.com/151/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/asmileduasnoites.wordpress.com/151/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=asmileduasnoites.wordpress.com&amp;blog=8618683&amp;post=151&amp;subd=asmileduasnoites&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Escuridão</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 14:45:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hanzobcv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas de um elfo]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno C. Vieira]]></category>

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		<description><![CDATA[Escuridão. Vasta, infinita, seus tentáculos negros seguiam se espalhando por todo canto, roubando qualquer fonte de luz. No entanto, ela não podia conter aquele som, continuo e irritante. Qualquer um que ali estivesse poderia ouvir a gota de água se desprendendo do teto, o qual havia penetrado após anos de tentativas sem sucesso. Qualquer um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=asmileduasnoites.wordpress.com&amp;blog=8618683&amp;post=148&amp;subd=asmileduasnoites&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escuridão. Vasta, infinita, seus tentáculos negros seguiam se espalhando por todo canto, roubando qualquer fonte de luz. No entanto, ela não podia conter aquele som, continuo e irritante. <span id="more-148"></span>Qualquer um que ali estivesse poderia ouvir a gota de água se desprendendo do teto, o qual havia penetrado após anos de tentativas sem sucesso. Qualquer um que ali estivesse poderia ouvir o som que essa gota fazia ao cortar o ar em sua descida fatídica ao solo, e seu estrondoso ruído ao se juntar em uma pequena poça sobre o infinito negro.</p>
<p>A escuridão era seca e quente, não havia vento e o ar estava estagnado ali, a única fonte de umidade vinha daquela goteira. Mas, de repente, outro som se juntou ao da água, esse era continuou também, mas seu eco estremecia as paredes do infinito, quase que entravam em ressonância com ele. A escuridão, então, foi quebrada por uma luz avermelhada, afugentando aranhas e ratos que a muito não viam a luz. Uma tocha, e junto dela vinha um homem. Em seu braço esquerdo, um escudo arredondado acompanhava a providencial iluminação, na outra mão, uma espada refletia a tonalidade avermelhada da chama que abria um buraco no infinito. As paredes de pedra acinzentada pareciam agradecer ao jovem por sua passagem naquele estreito corredor. O caminhar decidido do rapaz se extinguiu assim que uma gota de água parou em suas costas.</p>
<p>O jovem levantou a tocha, fazendo com que sua luz fosse em direção ao céu, e logo encontrou a rachadura no teto de pedra, pela qual a água vinha chegando ao solo. Abriu a boca. Uma lamina de gelo cruzou sua garganta, e ele agradeceu por isso. Há tempos ele não bebia nada naquela temperatura, apenas água quase em temperatura de ebulição era o que ele havia conseguido nos últimos tempos, mas aquela não, aquela estava fria, fria como as terras do norte, que há muito deixará para traz. Uma saudade das terras além das montanhas acometeu-o naquele momento, e a floresta, sua terra natal, lhe veio à mente, as caçadas com seu pai, e as músicas características de seu povo milenar fizeram suas orelhas pontudas se ouriçarem. E enquanto o elfo olhava para cima, um som gutural fez se ouvir por todo o corredor, junto com ele uma corrente de ar quente balançou ameaçadoramente a chama da tocha, diminuindo-a até quase extingui-la.</p>
<p>O elfo abaixou-a e, ficando em posição de combate, protegeu sua fonte de luz com o escudo, até que a corrente de ar cessou. Ele, então, pode olhar em direção a escuridão, e como mágica seus olhos enxergaram muito além do que os de qualquer humano, vencendo o breu total, e se chocaram com o rastro de algo que desaparecera ao perceber quem vinha ao seu encalço. Correu em direção ao fim do corredor, deixando a cautela de lado, espada em punho, e enquanto corria a escuridão ia se desfazendo. Dobrou a esquina no fim do corredor, bem a tempo de ver a criatura atravessar um grande portal e sumir na escuridão. Adentrou o salão, e ali percebeu que os tentáculos da escuridão avançavam até mesmo contra o fogo.</p>
<p>Aproximou a tocha se sua face e murmurou algumas palavras, e o efeito foi imediato. O fogo manteve-se do mesmo tamanho, no entanto, em um raio de seis metros a sala ganhava uma claridade igual a do sol de meio-dia, porém, ao chegar à borda, a escuridão se mantinha implacável. E uma risada deu fim ao silêncio.</p>
<p>- O que faz aqui, elfo?</p>
<p>- Onde está o ônix? Criatura dos infernos!</p>
<p>- Para que? Você logo irá se juntar a ela. Agora já é tarde, Hanzo, sua amiguinha já virou comida no outro mundo, você não precisa mais do ônix.</p>
<p>- Você sabe que não tem saída, seu lixo ambulante, apareça, pois irei vingá-la e recuperarei o ônix, farei como o velho Bill me disse.</p>
<p>- E você acha que ele irá lhe enviar para o outro mundo e lhe dará a passagem de volta? Ele o quer do outro lado muito mais do que eu!</p>
<p>O elfo deixou a tocha cair no chão e ficou em posição de combate. Seus olhos brilharam e ele forçou sua vista em direção a escuridão mágica que o cercava. Quatro pilares sustentavam o teto alto do salão. Em um dos cantos muitas peças de ouro estavam empilhadas. No outro, esqueletos estavam jogados. Ele então olhou para o portal por onde havia entrado e uma parede de pedra subiu, fechando-a. Nesse momento um vulto saiu de trás de uma das pilastras, avançando em um bote letal contra o elfo, que para espanto da criatura, desapareceu de sua frente. A cabeça da criatura rolou pelo salão, o elfo havia surgido novamente, decapitando a criatura dragonesca com um único golpe. A sala se iluminou por completo e o elfo pode então encontrar a pedra que havia ido buscar.</p>
<p>- Apareça velho maldito, estou aqui com o ônix que me pediu.</p>
<p>E de um dos cantos surgiu um senhor, roupa preta, pele enrugada e cartola igualmente negra. Ele caminhou até o local onde o elfo se encontrava, pegou o ônix do chão, e olhou em seu interior, e lá dentro ele viu o elfo, lutando contra as sombras para salvar seu grande amor. E então o velho sorriu. Hanzo estava finalmente onde ele queria.</p>
<p>FIM</p>
<p>Bruno &#8220;Hanzo&#8221; Vieira</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/asmileduasnoites.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/asmileduasnoites.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/asmileduasnoites.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/asmileduasnoites.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/asmileduasnoites.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/asmileduasnoites.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/asmileduasnoites.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/asmileduasnoites.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/asmileduasnoites.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/asmileduasnoites.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/asmileduasnoites.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/asmileduasnoites.wordpress.com/148/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/asmileduasnoites.wordpress.com/148/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/asmileduasnoites.wordpress.com/148/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=asmileduasnoites.wordpress.com&amp;blog=8618683&amp;post=148&amp;subd=asmileduasnoites&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Caminho para o Presídio</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 14:29:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hanzobcv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Dirty word]]></category>
		<category><![CDATA[Inacabados]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno C. Vieira]]></category>

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		<description><![CDATA[Eles fugiam do castelo de Van Ballantine, morto por um daqueles dois, o moreno, um assassino em serie conhecido. O loiro, que corria lado a lado ao moreno, fugia de seu lar, fugia de seu destino, e principalmente fugia de seu pai, lorde Daniels. Um ano depois, Lament e Eduard ainda fugiam juntos e em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=asmileduasnoites.wordpress.com&amp;blog=8618683&amp;post=146&amp;subd=asmileduasnoites&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eles fugiam do castelo de Van Ballantine, morto por um daqueles dois, o moreno, um assassino em serie conhecido. O loiro, que corria lado a lado ao moreno, fugia de seu lar, fugia de seu destino, e principalmente fugia de seu pai, lorde Daniels.<span id="more-146"></span></p>
<p>Um ano depois, Lament e Eduard ainda fugiam juntos e em seu encalço vinha Sicilia, uma caçadora de recompensas contratada pelo pai de Ed, para trazer seu filho de volta e eliminar o assassino serial, Lament.</p>
<p>- Lament, você tem certeza que esse tal de Ballantine ta aqui nessa cidadezinha?</p>
<p>- Cacete, Ed! Já não falei que esse merda mora aqui nessa cidade.</p>
<p>- Ok! Vamos lá então!</p>
<p>- Parem!</p>
<p>Os dois olharam para trás e viram há poucos metros uma mulher, ela os encarava. Ed a reconheceu no mesmo momento, era Sicilia, sua amiga de infância, parceira de travessuras, treinada junto com ele pelo grupo de elite de Daniels, os “Assassinos das Sombras”. Só que agora ela estava muito mais bonita do que ele se lembrava.</p>
<p>- Sicilia? O que você esta fazendo aqui?</p>
<p>- Vim para levá-lo de volta, Eduard Trevor. E para eliminar Lament.</p>
<p>- Oh Ed! Que porra é essa ai cara? Quem é essa uma ai?</p>
<p>- Fica quieto, Lament. Sicilia, vá embora, volte e diga ao meu pai que não nos encontrou. Será melhor para todos.</p>
<p>- Não! Você vai voltar comigo. – disse Sicilia, ficando em posição de combate.</p>
<p>- E ai, Ed? Posso dar um pau nessa daí?</p>
<p>- Fique fora dessa, Lament. Não se intrometa.</p>
<p>A caçadora de recompensas avançou contra os dois, e em seu encontro foi o príncipe dos “Assassinos das Sombras”. Lament ficou parado apenas observando o embate entre os dois parceiros de treino.</p>
<p>Sicilia voou desferindo dois chutes contra Eduard antes de tocar o chão, ambos defendidos por ele, que retribuiu o ataque com um direto contra o peito da assassina, que recuou alguns metros. Ela então voltou, atacando com as mãos abertas e dedos dobrados, em forma de garras, acertando-o na face. Ela então acertou uma solada no peito dele, jogando-o para trás.</p>
<p>- Tem certeza que não precisa de uma ajudinha ai, Ed?</p>
<p>- Já disse pra não se intrometer, Lament!</p>
<p>Ela avançou contra Eduard, que voltou sua atenção à batalha a tempo de desferir um soco duplo contra a assassina, fazendo-a recuar. Ele agarrou um dos braços dela e encaixou um golpe de judô jogando-a ao chão. E, caindo junto com ela, sentou sobre o tronco de sua adversária, que lhe retribuiu com uma cabeçada, direto no peito, ganhando tempo e espaço suficiente para sair da posição desvantajosa em que se encontrava.</p>
<p>Os dois ficaram de pé novamente. Ofegantes, correram um de encontro ao outro e, utilizando o mesmo estilo de combate, digladiaram com chutes, defendidos com chutes idênticos, até que um acertou a coxa e em seguida a têmpora de Ed, jogando-o ao chão. Ela saltou sobre ele, que atordoado, apenas pode rolar pelo solo de terra batida da estrada. Ele levantou e olhou para ela, que levantava seu rosto e o encarava.</p>
<p>- Não! – gritou Ed.</p>
<p>Lament apareceu em velocidade surpreendente ao lado de Sicilia e desferiu um soco certeiro na face da assassina, nocauteando-a.</p>
<p>- Porra, Lament! Não falei que não era pra você se intrometer?</p>
<p>- Do jeito que tava indo, parceiro, eu ia ter que lutar em poucos segundos mesmo&#8230; E agora, que que eu faço com essa ai? Posso “apagá-la”?</p>
<p>- Não! Nem pense nisso, Lament!</p>
<p>Eduard caminhou até o corpo de sua amiga de infância, virou-a e encarou seu rosto, levemente inchado na lateral, onde o soco de seu amigo havia encerrado com a luta. Ele então soprou palavras que somente o subconsciente dela pode ouvir. Segurou-a no colo e adentrou a mata, deixando-a em um canto escondido, protegido dos olhos de quem passasse pela estrada.</p>
<p>- Caramba hein, Ed&#8230;</p>
<p>- O quê?</p>
<p>- Eu sabia que você era rápido, mas não sabia que você era tão rápido!</p>
<p>- Cala a boca.</p>
<p>- Hahahaha&#8230;</p>
<p>- Eu só a deixei em um local onde ela possa ficar protegida.</p>
<p>- Humm&#8230; rapaz! To sentindo algo diferente no ar&#8230;</p>
<p>- Cala a boca. Vamos logo resolver o que viemos fazer aqui.</p>
<p>- Ok! Vamos lá. Mas, diz ai, que que rolou entre vocês dois?</p>
<p>- Cala a boca.</p>
<p>- Diz ae!</p>
<p>- Cala a boca.</p>
<p>Continua&#8230;</p>
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		<title>Batalha no Deserto</title>
		<link>http://asmileduasnoites.wordpress.com/2011/04/21/batalha-no-deserto/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Apr 2011 00:49:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hanzobcv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno C. Vieira]]></category>

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		<description><![CDATA[Um mar de areia os cercava por todos os lados. O Sol brilhava forte e turvava a visão das quatro figuras que seguiam pelo deserto, menos a de um deles. O guerreiro do deserto que guiava os três amigos podia enxergar perfeitamente e parecia não sentir nada após tanto tempo de exposição ao Sol. Ele [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=asmileduasnoites.wordpress.com&amp;blog=8618683&amp;post=139&amp;subd=asmileduasnoites&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um mar de areia os cercava por todos os lados. O Sol brilhava forte e turvava a visão das quatro figuras que seguiam pelo deserto, menos a de um deles. O guerreiro do deserto que guiava os três amigos podia enxergar perfeitamente e parecia não sentir nada após tanto tempo de exposição ao Sol. Ele usava uma roupa feita de panos brancos, que se enrolava por seu corpo todo e lhe cobria a face, em sua cintura uma cimitarra estava presa.<span id="more-139"></span></p>
<p>O minotauro seguia logo atrás do guerreiro do deserto, ele trajava uma túnica alva e verde sobre uma cota de malha e puxava seu machado pela areia, deixando por onde passava uma fenda na superfície macia do deserto. Curiosamente carregava uma aljava de fechas em suas costas.</p>
<p>Os outros dois, já cansados da perseguição no deserto, seguiam seu guia e seu amigo a uma boa distância, a moça se escorava como podia no guerreiro que se utilizava de todas as suas forças para que os dois não fossem ao chão.</p>
<p>A jovem, de longos cabelos castanhos encaracolados, usava roupas de couro coladas em suas curvas sinuosas. Passava sua mão por trás do pescoço do guerreiro que a segurava próxima ao seu ombro, sua outra mão arrastava um cantil fechado pela fenda aberta pelo machado do minotauro, cada passo era como um teste de resistência para ela.</p>
<p>O guerreiro usava uma armadura simples que cobria apenas o peito, ombros, antebraços e canelas, seus cabelos loiros iam e vinham conforme o vento mudava de direção. Afivelada em sua cintura seguia sua companheira. Localizadora, esse era o nome dado pelo guerreiro a sua espada. Em suas costas vinha seu escudo de aço escovado, sem adornos, e um arco pendurado.</p>
<p>- Quanto mais teremos de andar, Utbah? – perguntou o guerreiro.</p>
<p>- Não muito. – respondeu o guerreiro do deserto.</p>
<p>- Como ela está, Miriel? – questionou o minotauro.</p>
<p>- Eu ainda estou viva, Amrod. – respondeu a jovem antes que Miriel o fizesse.</p>
<p>- Que bom, Adara! Caso contrário eu já a teria deixado pra trás. – brincou o guerreiro.</p>
<p>Seguiram em ritmo lento até o anoitecer, quando a temperatura caiu drasticamente. Logo após a Lua mostrar sua brilhante face branca no céu, Adara já carregava seu arco e suas flechas ela mesma, e naquela temperatura o grupo avançava com muito mais velocidade. Ao subirem até o topo de uma gigantesca duna de areia eles avistaram o que vinham procurando.</p>
<p>Em meio ao deserto nascia uma floresta de palmeiras e mata alta, alguns cactos cresciam em meio a vegetação enquanto outros cresciam nas proximidades da floresta. Do meio das árvores surgia uma torre feita de mármore negro.</p>
<p>Imediatamente após chegarem ao topo da duna, Miriel sacou sua espada. A lâmina da Localizadora vibrava enfurecida, emitindo um estranho som, um assovio assustador, porém que só podia ser ouvido pelos quatro que admiravam a beleza do oásis. O guerreiro apontou a espada em direção a torre e ela então parou de vibrar e assoviar. A calmaria durou segundos, e a espada voltou a vibrar.</p>
<p>- Preparem-se! – ordenou Miriel.</p>
<p>Utbah e Amrod preparam suas armas, enquanto Adara encaixava uma flecha em seu arco. E eles então avistaram seis panteras negras saindo do meio da mata e correndo em direção a eles. A cada segundo que se passava as feras se aproximavam mais, e a cada passo mais próximas, mais eles as achavam diferentes, maiores, perigosas.</p>
<p>Adara disparou sua flecha que viajou velozmente cortando o ar frio do deserto, a flecha era certeira, derrubaria a pantera se ela não tivesse se desfeito em fumaça centímetros antes do encontro mortal com a flecha. A pantera reapareceu mais próxima do que estava antes e as seis aumentaram a velocidade.</p>
<p>A arqueira preparou outra flecha enquanto ouvia Amrod murmurar suas preces ao seu deus. Adara disparou novamente, e obteve o mesmo resultado. As panteras caíram sobre o grupo como uma avalanche. Miriel acertou uma delas em cheio fazendo-a voltar a ser somente areia, a outra o jogou no chão e rolou duna abaixo com ele.</p>
<p>O guerreiro do deserto desviou do ataque de uma das panteras e assim que contra atacou, a fera se desfez em fumaça e reapareceu em frente à Utbah, encarando-o com seus olhos vermelho sangue.</p>
<p>O minotauro terminou sua prece no momento em que recebeu a trombada de uma das feras. Uma forte luz branca surgiu no ponto exato do toque da pantera, expandindo-se e transformando-a em areia novamente. A outra pantera recuou imediatamente e somente cercou Amrod.</p>
<p>A última pantera correu em direção a Adara, que conseguiu se desviar da investida segundos antes da colisão e disparou sua flecha contra o felino, que se desfez em poeira negra e retornou a sua forma antes de cair no chão.</p>
<p>Utbah apoiou sua mão livre no chão e entoou algumas palavras, logo garras de areia brotaram do chão, bem abaixo da criatura, cercando-a. A jaula foi se fechando até que a criatura já não podia mais ser vista, mas antes que a prisão esmagasse seu prisioneiro a areia se tronou negra e uma pantera ainda maior apareceu em seu lugar.</p>
<p>Nesse momento, a pantera que cercava Amrod e a que lutava contra Adara se juntaram a que havia sido presa pelo guerreiro do deserto, e as três juntas ganharam o tamanho de um homem. La em baixo Miriel matara a outra fera e já começa a subir a duna novamente.</p>
<p>- Parece que não deu muito certo sua mágica! – provocou Adara.</p>
<p>Antes mesmo que Utbah responde-se a provocação, o monstro das areias avançou contra o minotauro dando-lhe uma patada e jogando-o longe, a luz voltou a aparecer, mas não foi suficiente para desfazer a fera gigante.</p>
<p>A arqueira lançou mais uma flecha contra a pantera e dessa vez a flecha fincou sua pele de areia mágica. A criatura rugiu e a encarou, se contraiu e preparou o bote, e então, na hora de avançar sobre Adara, o monstro gritou de forma excruciante.</p>
<p>Localizadora, a espada de Miriel atravessara a criatura causando-lhe um ferimento mortal. Partes do monstro se desprendiam e iam ao chão, retornando a sua tonalidade padrão de areia, deixando de serem negras. Miriel guardou sua espada e andou em direção a Adara, enquanto Utbah ajudava Amrod a se levantar e pegar seu machado.</p>
<p>- Ótima recepção. – Disse Adara.</p>
<p>- Não sei se foi a nossa aproximação, ou se foi minha espada, mas algo avisou o mago que estávamos chegando. – Ponderou Miriel.</p>
<p>- Temos que chegar a torre, é lá que o feiticeiro está. – Completou Utbah.</p>
<p>- Odeio panteras&#8230; – Resmungou o minotauro, enquanto se levantava.</p>
<p>Os quatro desceram a duna e entraram no oásis. As palmeiras não cresciam tão juntas como as árvores de uma floresta, mas eram abundantes. Pequenos insetos começaram a rondar suas orelhas assim que adentraram aquela área.</p>
<p>Após tantos dias no deserto a visão de tanto verde era até perturbadora. Ali eles sentiram a umidade do ar aumentar drasticamente e a temperatura agradável da noite voltou a ser quente. O avanço pela mata era difícil e eles sentiam que algo estava à espreita.</p>
<p>No entanto antes do que pensavam eles chegaram ao grande lago de água doce, o “Espelho do Infinito”, como era conhecido o lago antes da chegada do mago, antes da construção da torre de mármore negro.</p>
<p>A torre se erguia na outra margem do lago, seu reflexo podia ser visto por completo, e junto com ela a Lua e as estrelas brilhavam na água doce. O grupo saiu da mata e começou a ladear o lago, indo em direção a torre, porém antes que chegasse a metade do caminho criaturas humanóides, escuras como a torre, saíram de dentro do lago, deixando um rastro de água por onde andavam.</p>
<p>As criaturas aquosas cercaram o grupo, que já estava preparado para o combate. Miriel foi o primeiro a avançar. Empunhando sua espada, atacou uma das formas humanóides que se partiu ao meio. A água que formava a criatura explodiu no chão, dando um banho no caçador de magos.</p>
<p>A batalha contra as criaturas da água foi rápida. O grupo atacou não dando chance de reação as formas aquosas invocadas pelo feiticeiro. Eles logo terminaram de contornar o oásis e então ficaram frente a frente com a torre. Entraram.</p>
<p>Na base da torre não existia nada além do começo de uma escadaria que levava até o topo, onde ficava o salão do feiticeiro. Iniciaram a subida sem demora e sem contratempos chegaram ao último andar, mas lá não encontraram o feiticeiro.</p>
<p>Um andar praticamente vazio, as únicas coisas que ali se encontravam eram um tapete vermelho, um trono, um orbe sobre uma mesa e uma mulher que os encarava com um olhar cheio de ódio. Ela carregava consigo um cajado e o apontava em direção ao grupo.</p>
<p>- Intrusos, vocês devem morrer por terem invadido meu santuário, meu território!</p>
<p>- Utbah, não era um feiticeiro? – perguntou Adara.</p>
<p>- Essa é Sinara, ela passou há poucos dias pela aldeia e outra guia a trouxe até a Torre. Ela não retornou, nós achamos que havia morrido aqui.</p>
<p>- Mas então o que isso significa? – perguntou Amrod. – Ela era o feiticeiro?</p>
<p>- Não faço idéia, Amrod, mas pelo visto ela não está muito a fim de conversa. – disse Miriel.</p>
<p>A maga murmurou algumas palavras e ao seu lado surgiu uma pantera, idêntica aquela que atacara o grupo nas dunas, e do outro lado surgiu uma criatura aquosa, como aquelas enfrentadas ao pé da Torre.</p>
<p>- Ataquem! – ordenou avançando também para o combate.</p>
<p>Amrod correu em direção a pantera, enquanto Utbah lutava contra a criatura das águas. Miriel e Adara lutavam contra a maga. As flechas disparadas pelo arco de Adara eram repelidas magicamente, porém, nenhuma das magias surtia efeito contra Miriel.</p>
<p>O minotauro, utilizando-se de sua magia branca, venceu rapidamente a pantera e Utbah com suas técnicas de areia sugou toda a água encantada que formava a criatura aquosa, logo eles se juntaram aos outros dois na batalha contra a maga.</p>
<p>Entendendo que não teria chances de vencer aquele combate contra os quatro guerreiros, Sinara bateu em retirada, desaparecendo em meio a batalha, deixando o grupo no último andar da Torre de Mármore Negro, que tremia e ameaçava cair.</p>
<p>Os quatro iniciaram a descida da torre em disparada, tentando chegar ao oásis antes que a torre o fizesse. Eles saíram da torre segundos antes que ela desabasse a suas costas. A areia subiu impossibilitando que qualquer coisa pudesse ser vista, mas não privando os guerreiros de sua audição. E nesse momento um grito foi ouvido.</p>
<p>Quando a areia baixou Miriel foi o primeiro a ver Adara no chão, em meio a uma grande poça de sangue. Não havia mais vida ali. A maga havia se vingando, eles ficariam com o oásis, mas nunca mais veriam a arqueira. No oásis não havia mais nenhum sinal de que uma torre estivera ali, nem se quer uma única pedra negra habitava mais aquele oásis.</p>
<p>- Não! Adara, não! – gritou Miriel.</p>
<p>Utbah e Amrod se aproximaram de Miriel que segurava Adara contra seu peito, a tristeza tomou seu corações ao mesmo tempo que o ódio lhes inflamava o peito.</p>
<p>- Eu vou caçá-la! Eu vou caçá-la até que não haja mais canto para você se esconder! – gritava Miriel.</p>
<p>- Nós vamos, Miriel, nós vamos caçá-la! – disse Amrod.</p>
<p>- Vocês me ajudaram a devolver o oásis a minha aldeia, eu estou em debito com vocês. Ajudarei na busca por Sinara. – disse Utbah.</p>
<p>Os três sepultaram Adara no oásis, o único local do deserto onde Adara se sentiria bem. Seu túmulo foi construído onde antes havia a Torre de Mármore Negro e logo depois de seu funeral realizado pelo clérigo minotauro o novo grupo seguiu viagem pelo deserto, a procura de Sinara.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>FIM</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Bruno “Hanzo” Vieira</p>
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		<title>Resgate em Londres</title>
		<link>http://asmileduasnoites.wordpress.com/2011/04/21/resgate-em-londres/</link>
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		<pubDate>Thu, 21 Apr 2011 00:46:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hanzobcv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fanfic]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno C. Vieira]]></category>

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		<description><![CDATA[A névoa cobria as ruas estreitas da cidade de Londres, impossibilitando qualquer pessoa de ver muito além de seu próprio nariz naquela tarde. Mesmo que estivessem olhando fixamente para o fim da rua, teriam imaginado que aquela sombra era somente alguma pessoa vagando pela cidade, nunca imaginariam que ela acabara de se materializar ali, em [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=asmileduasnoites.wordpress.com&amp;blog=8618683&amp;post=137&amp;subd=asmileduasnoites&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A névoa cobria as ruas estreitas da cidade de Londres, impossibilitando qualquer pessoa de ver muito além de seu próprio nariz naquela tarde. Mesmo que estivessem olhando fixamente para o fim da rua, teriam imaginado que aquela sombra era somente alguma pessoa vagando pela cidade, nunca imaginariam que ela acabara de se materializar ali, em meio o nevoeiro.<span id="more-137"></span></p>
<p>Seus cabelos castanhos desarrumados caiam por sobre a testa, escondendo a cicatriz há muitos anos obtida. O óculos de armação redonda aumentava ligeiramente seus olhos claros para quem o encara-se de frente. Harry Potter estava mais velho, mas ainda assim não havia como negar ser quem era.</p>
<p>Avançou sem hesitar para um casarão que estava do outro lado da rua. Apesar de nunca ter ido até aquela casa, ele conhecia o endereço, aquela era a casa em que Dédalo Diggle e Héstia Jones haviam escondido os Dursley quatro anos atrás.</p>
<p>Harry estava com sua varinha de azevinho em mãos e só tirou os olhos do casarão no instante em que viu duas formas aparatarem a pouco mais de dez metros de distância de onde ele estava. Um leve sorriso brotou em seu rosto, mas logo sumiu perante a tensão do momento.</p>
<p>Os cabelos avermelhados de Rony agora estavam bem cortados e arrumados, assim como os de Hermione, ambos já empunhavam suas varinhas e se juntaram a Harry em direção a casa.</p>
<p>- Eu disse para vocês não virem aqui! – disse-lhes Harry.</p>
<p>- Não tinha como deixarmos você vir sozinho, Harry. Não é Rony?</p>
<p>- Claro! Não tinha como deixar de vir depois de ver o que estava escrito na carta que a coruja entregou para você.</p>
<p>- Você acha que eles estão ai dentro, Harry? – perguntou Hermione.</p>
<p>- Não sei, Mione, mas não tinha como eles chegarem até aqui sem terem desfeito os feitiços que a Ordem da Fênix colocou na casa.</p>
<p>- Você chamou alguém do Ministério para vir aqui?</p>
<p>- Não, Rony, na carta dizia que eu deveria vir sozinho, se não eles matariam meus tios.</p>
<p>- Eu sei, Harry, mas se são realmente Comensais da Morte, você deveria ter pedido reforço.</p>
<p>- É por isso que estamos aqui, Rony! – exclamou Hermione</p>
<p>Escondera-se atrás do muro do casaram enquanto planejavam como fariam para entrar na casa sem serem notados por ninguém que estivesse lá dentro, a espera deles. Harry sacou de dentro de sua capa negra outra capa, esta estava dobrada, mas foi reconhecida imediatamente pelos outros dois, era a Capa de Invisibilidade.</p>
<p>- Acho que não vamos conseguir entrar os três debaixo dessa capa sem chamarmos atenção. – disse Hermione.</p>
<p>- Eu sei, e é por isso que só vocês dois é que vão entrar com ela, assim eles vão achar que vim sozinho mesmo. – respondeu.</p>
<p>- Não estou achando esse plano muito bom, acho que deveríamos contatar alguém do Ministério. Por que não chamou alguns aurores?</p>
<p>- Ron, você e Harry são aurores! – exclamou Hermione indignada.</p>
<p>- Sim, mas não sabemos em quantos eles estão lá dentro. – retrucou.</p>
<p>- Chega de conversa! Vamos entrar logo, se não pode ser tarde de mais. Coloquem a capa. – ordenou Harry.</p>
<p>Os dois jogaram a capa por sobre suas cabeças, deixando-a cobrir por completo seus corpos e saíram atrás de Harry, que já ganhava o jardim da frente da casa. A grama baixa preenchia a frente do casarão branco e preto de construção antiga onde os Dursley haviam sido escondidos das garras de Voldemort, e agora provavelmente corriam risco de morte lá dentro.</p>
<p><strong>-</strong><em>Finite Incantatem</em>! –disse Harry Potter apontando para a porta de entrada da casa.</p>
<p>A porta piscou suavemente e no momento seguinte foi arremessada para dentro da casa, desprendendo-se do batente e caindo no meio hall de entrada do casarão. Esse não era o efeito esperado por ele, mas também duvidava que já não soubessem de sua chegada a casa.</p>
<p>Seguiu avançando, sabia que Rony e Hermione estavam em seus calcanhares, não podia os ver, mas sentia praticamente suas respirações tão próximas quanto se ele mesmo estivesse sob a capa junto com eles. Entrou na sala de estar.</p>
<p>Amarrados no centro da sala estavam seus tios, Válter e Petúnia, e Duda. Seu primo estava de costas para a entrada e não pode vê-lo, sua tia estava de frente à janela da lateral da casa e tão pouco notou sua chegada. No entanto, ambos foram alertados por Válter Dursley.</p>
<p>- Ah, seu maldito moleque! Eu sabia que você estava envolvido nisso! Assim que aquela gente da sua laia invadiu minha casa eu sabia!</p>
<p>Harry aproximou-se sem nada dizer ao tio, e sem prestar a menor atenção ao que eles resmungavam a seu respeito. Porém ao terminar de se aproximar de seus parentes, ele pressentiu a perigosa aproximação de um vulto. Reconheceu de imediato a máscara.</p>
<p><strong>                </strong><strong>- </strong><em>Estupefaça</em>! – Gritou Hermione de algum lugar da sala.</p>
<p>- <em>Expelliarmus</em>! – Conjurou Harry.</p>
<p>Os dois feitiços atingiram o Comensal em cheio, jogando-o para um lado, em quanto sua varinha ia para outro. Outros quatro Comensais apareceram na sala saindo das sombras e ganhando forma.</p>
<p>Raios coloridos cruzavam a sala de estar da casa dos Dursley, quebrando paredes, móveis e quadros. Harry esquivava dos feitiços e Rony, que saira da proteção dada pela Capa de Invisibilidade para não comprometer o esconderijo de Hermione, acompanhava-o como podia.</p>
<p><strong>                </strong>- <em>Vermillious</em>! – disse Harry.</p>
<p>Imediatamente um raio de luz avermelhado saiu da ponta de sua varinha e acertou um dos Comensais, jogando-o para fora da casa. Hermione havia derrubado mais um dos Comensais, enquanto Rony defendia-se dos ataques dos outros dois. Nesse momento Harry viu que seu tio estava se levantando em meio ao tumultuado confronto em sua sala de estar.</p>
<p>- Legilimens. – sussurrou Harry, tentando alcançar a mente de seu tio.</p>
<p>Imagens inesperadas surgiram na leitura feita por Harry. Lord Voldemort aparecia sentando em uma grande mesa, junto com sua cobra, Nagini, e muitos dos antigos Comensais da Morte. Logo as essas imagens foram substituídas e Harry entendeu a coragem que seu tio demonstrava agora.</p>
<p>A imagem teve inicio com uma luz verde, e Harry viu seu tio Válter cair sem vida no chão daquela mesma casa, em seguida ele ouviu a maldição ser dita mais duas vezes “<em>Avada Kedavra”, </em>”<em>Avada Kedavra</em>”, e tia Petúnia e Duda tombaram junto com Válter Dursley. Os três haviam morrido ali, bem naquela sala.</p>
<p>- <em>Sectumsempra</em>! – gritou Harry, atingindo seu suposto tio.</p>
<p>Válter Dursley caiu e logo o sangue começou a banhar a sala. Junto com ele uma varinha rolou pelo tapete que já ganhava sua nova cor. Petúnia e Duda levantaram, já não estavam amarrados e empunhavam varinhas também.</p>
<p>- Ele já descobriu! Mate-o! – disse Petúnia.</p>
<p>- <em>Avada</em>&#8230; – iniciou Duda.</p>
<p>- <em>Immobilus</em>! – gritou Hermione.</p>
<p>- Protejam-se! – ordenou Harry – <em>Partis Temporus</em>!</p>
<p>O fogo tomou conta da sala de estar da casa dos Dursley, queimando a tudo e a todos que tocava. Hermione correu para fora da sala de estar enquanto Rony utilizou uma magia de proteção para não ser queimado. Os Comensais que conseguiram se defender desaparataram antes que a magia lançada pelo auror os atingisse.</p>
<p>Da mesma forma que surgiu, o fogo mágico desapareceu, deixando paredes, móveis e Comensais chamuscados e inconscientes. Harry caminhou em direção a seu tio que estava caído, cheio de cortes e morto, se esvaíra em sangue. Petúnia e Duda estavam caídos também.</p>
<p>- Poção Polissuco. – respondeu Harry, antecipando a pergunta de Rony. – Eu os vi serem mortos pelos Comensais quando tentei pedir ao meu tio que permanecesse imóvel.</p>
<p>- Eu sinto muito, Harry. – disse Hermione.</p>
<p>- Eu também. – completou Rony.</p>
<p>Harry continuou contemplando os corpos inertes de seus parentes, imaginando quanto tempo demoraria a voltar as suas reais formas. Para ele a morte de seus tios e primo não fora nada comparada à morte de Sirius Black ou mesmo a morte de Dumbledore, no entanto um sentimento de tristeza preencheu seu coração, a final eles também eram da família, mesmo não tendo sido tratado muito bem por eles à vida inteira.</p>
<p>- Você está bem, Harry? – perguntou Hermione.</p>
<p>- Vou caçá-los um por um, até que todos esses malditos Comensais não existam mais!</p>
<p>- Nós os caçaremos juntos, Harry. – prometeu Rony. – Juntos!</p>
<p>Sirenes soavam mais próximas a casa dos Dursley. Lá dentro já não havia mais sinal dos três bruxos.</p>
<p>FIM</p>
<p>Bruno “Hanzo” Vieira</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/asmileduasnoites.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/asmileduasnoites.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/asmileduasnoites.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/asmileduasnoites.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/asmileduasnoites.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/asmileduasnoites.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/asmileduasnoites.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/asmileduasnoites.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/asmileduasnoites.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/asmileduasnoites.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/asmileduasnoites.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/asmileduasnoites.wordpress.com/137/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/asmileduasnoites.wordpress.com/137/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/asmileduasnoites.wordpress.com/137/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=asmileduasnoites.wordpress.com&amp;blog=8618683&amp;post=137&amp;subd=asmileduasnoites&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Boa Noite</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Apr 2011 00:33:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hanzobcv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Contemporâneo]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno C. Vieira]]></category>

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		<description><![CDATA[A chuva castigava mais uma vez São Paulo e a escuridão do apartamento não era nada comparada a escuridão da cidade, a única fonte de luz era a televisão da sala ligada. Tons de azul iluminavam a mesa de centro e o sofá de três lugares, e clareavam parcialmente a cozinha e o corredor de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=asmileduasnoites.wordpress.com&amp;blog=8618683&amp;post=135&amp;subd=asmileduasnoites&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A chuva castigava mais uma vez São Paulo e a escuridão do apartamento não era nada comparada a escuridão da cidade, a única fonte de luz era a televisão da sala ligada. Tons de azul iluminavam a mesa de centro e o sofá de três lugares, e clareavam parcialmente a cozinha e o corredor de acesso aos demais cômodos.<span id="more-135"></span></p>
<p>No sofá de três lugares um homem estava sentado. Olhos verdes, cabelos longos, castanhos, e barba por fazer. Usava uma calça jeans rasgada, tênis all star preto da mesma cor da camiseta e uma camisa de flanela por cima. Em uma de suas mãos estava o controle remoto, na outra um copo de uísque sem gelo.</p>
<p>Deu um gole na bebida e colocou o copo na mesa, junto à garrafa quase vazia do uísque, soltou o controle sobre o sofá e sacou do bolso da camisa um maço de cigarros, de lá tirou o último cigarro e o isqueiro. Assim que conseguiu acender a chama do isqueiro a luz de um relâmpago iluminou todo o apartamento, e junto com ele vieram as lembranças.</p>
<p>Olhos cor de mel, cabelos loiros, lisos, ela andava em direção a cama. Lingerie preta, transparente. Em sua mão um morango, vermelho escarlate, contrastava com sua pele alva. Ela parou em frente à cama, linda, seus olhar faminto encontrou os olhos vidrados dele e então ela mordeu o morango.</p>
<p>O trovão o despertou das lembranças e ele se deu conta de que a chama do isqueiro havia se apagado. Tentou acenda-la novamente, mas nem mesmo as faíscas saltaram. Jogou-o em direção a cozinha. Um novo relâmpago inundou de luz o apartamento.</p>
<p>Uma menininha brincando em um parque, vestido azul e fita vermelha na cabeça, corria e saltava, sorria com o sorriso que somente as crianças sabem ter. Tinhas os olhos verdes do pai e a pele alva da mãe. Seus cabelos eram castanho claro. Ela era a prova do mais puro amor entre os dois.</p>
<p>O rugido feroz da tempestade o fez voltar ao apartamento. Tirou o cigarro da boca e deu mais um gole do uísque. Levantou-se do sofá e foi em direção a cozinha. Tateou no escuro a parede a procura do interruptor, não demorou nada para encontrá-lo.</p>
<p>O piso bege da cozinha estava coberto de sangue. A mesa e duas cadeiras estavam caídas, fora de lugar, e onde elas deveriam estar havia um corpo. A cabeça havia se esfarelado, suas partes podiam ser vistas por toda a parede, móveis e eletrodomésticos da cozinha. Ao pé da porta de entrada, uma espingarda calibre 12 estava encostada.</p>
<p>O homem procurou no corpo caído e encontrou o que buscava, levantou-se e acendeu o cigarro. Deu a primeira tragada, e soltou demoradamente à fumaça enquanto deixava o isqueiro escapar de sua mão. Pegou a arma e voltou para a sala.</p>
<p>Até aquele momento ele esperava se sentir bem quando encontrasse o maldito que havia encerrado sua felicidade há dois anos, mas aquilo não ocorrera. O bastardo estava ali, morto, assim como ele. Deu mais uma tragada no cigarro e se sentou.</p>
<p>A espingarda descansava em seu colo, entre os dedos o cigarro, já quase pela metade, na outra mão o copo, já quase vazio. Deu o último gole e devolveu o copo a mesa. Levou o cigarro até a boca e lá o deixou, engatilhou a espingarda e a posicionou logo abaixo de seu próprio queixo.</p>
<p>Ele olhou para a televisão. O jornal, já estava no fim. Ele olhou para o corpo caído na cozinha, seu sangue já alcançava a sala, logo tocaria seu all star. Um último relâmpago iluminou a noite chuvosa da capital paulista, e então o âncora do jornal falou:</p>
<p>- Boa noite.</p>
<p>- Boa noite. – respondeu o homem.</p>
<p>O ribombar do trovão ecoou alto dentro do apartamento. A espingarda foi ao chão e o corpo tombou pelo sofá. Um novo raio encerrou as transmissões da televisão por aquela noite. A chuva castigava incessantemente a janela do apartamento, enquanto o silêncio tomava conta de seu interior.</p>
<p>FIM</p>
<p>Bruno “Hanzo” Vieira</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/asmileduasnoites.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/asmileduasnoites.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/asmileduasnoites.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/asmileduasnoites.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/asmileduasnoites.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/asmileduasnoites.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/asmileduasnoites.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/asmileduasnoites.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/asmileduasnoites.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/asmileduasnoites.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/asmileduasnoites.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/asmileduasnoites.wordpress.com/135/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/asmileduasnoites.wordpress.com/135/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/asmileduasnoites.wordpress.com/135/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=asmileduasnoites.wordpress.com&amp;blog=8618683&amp;post=135&amp;subd=asmileduasnoites&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Pingente de ouro</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Nov 2010 18:45:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hanzobcv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno C. Vieira]]></category>

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		<description><![CDATA[Pingente de ouro Quem olhasse para o telhado daquela casa simples, naquela cidade próxima a capital da Espanha, veria um homem vestido somente com sua calça, uma bota e um chapéu, o restante de sua roupa, incluindo o outro pé da bota e seu florete, estavam amontoados em suas mãos. Ele corria pelo telhado naquela [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=asmileduasnoites.wordpress.com&amp;blog=8618683&amp;post=127&amp;subd=asmileduasnoites&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pingente de ouro</p>
<p>Quem olhasse para o telhado daquela casa simples, naquela cidade próxima a capital da Espanha, veria um homem vestido somente com sua calça, uma bota e um chapéu, o restante de sua roupa, incluindo o outro pé da bota e seu florete, estavam amontoados em suas mãos.<span id="more-127"></span></p>
<p>Ele corria pelo telhado naquela noite enluarada. Poucos segundos após o semi-desnudo ganhar o telhado, outro homem saiu pela mesma janela. Afoito para alcançar o motivo de sua desonra, o outro homem teve certa dificuldade para subir ao telhado, mas acabou conseguindo, vendo já sobre o telhado da outra casa o canalha voltando para pegar seu chapéu que caira de sua cabeça, deixando a amostra seu cabelo castanho despenteado.</p>
<p>- Volte aqui se for homem! Seu miserável! – Disse o homem que acabara de subir no telhado de sua própria casa.</p>
<p>Colocou rapidamente o chapéu na cabeça e, fingindo não ouvir ao galhudo, deu meia volta e continuou sua fuga nada silenciosa pelos telhados da vizinhança. Com a gritaria e toda a barulheira feita, as pessoas começaram a sair e logo avistaram o semi-desnudo e seu caçador pulando por sobre as casas. E então todos entenderam o que aquilo significava. Don Miguel de Apoinar, dono da vinícola, havia ganho um presente especial de sua mulher, apêndices córneos para guarnecer sua fronte. O problema era que Don Miguel acabara de colocar dois faroletes pendurados em seu novo adorno, avisando a todos sobre eles.</p>
<p>Vincente corria por sobre os telhados segurando suas coisas da melhor maneira possível, no entanto, na pressa de sair do quarto de Micaela antes que seu marido, Don Miguel, os encontrasse acabou não conseguindo afivelar seu cinto, o que dificultava a corrida por sobre os telhados carregando suas coisas e segurando seu chapéu, ocasionando algumas quedas de sua calça durante o percurso. Assim não demorou nada até que Don Miguel, mesmo sendo mais velho, alcança-se Vincente, que não teve escolha a não ser largar suas coisas no telhado e sacar seu florete, enquanto tentava afivelar seu cinto.</p>
<p>- Seu bastardo! – esbravejou Don Miguel – Vais sentir o sabor de minha espada!</p>
<p>- Don Miguel, isso é realmente necessário? – perguntou Vincente enquanto terminava de afivelar seu cinto.</p>
<p>O pobre desonrado respondeu a pergunta do jovem garanhão atacando-o sem pestanejar com seu florete, que foi defendido. Vincente tentou contra atacar, mas seu pé descalço escorregou no limo que se formou nas telhas velhas da casa, facilitando a vida do marido traído que desferiu mais um ataque.O florete de Don Miguel passou raspando o pescoço de Vincente, não fosse pelo escorregão sua cabeça estaria rolando junto com seu chapéu telhado abaixo. O jovem firmou seu pé novamente e contra-atacou, obrigando o dono da vinícola a recuar alguns centímetros. A troca de golpes passou a ser constante.</p>
<p>Lá de baixo uma senhora e seu marido assistiam a batalha sobre os telhados juntos a pequena aglomeração que se formava na praça. O burburinho era geral, muitos julgavam Micaela, a jovem e voluptuosa mulher de Don Miguel, enquanto as más línguas dos malandros da cidade reclamavam não serem eles a esquentarem a cama da senhora Apoinar.</p>
<p>- Aquele não é Vincente? – perguntou baixinho a senhora que assistia ao combate da praça a outra mulher da vizinhança.</p>
<p>- Como sabes se ele esta de costas? – retrucou seu marido que havia ouvido a pergunta de sua esposa a vizinha.</p>
<p>A mulher enrubesceu e não respondeu, nem mesmo precisava depois de a cor vermelha tomar-lhe a face. Seu marido então correu para dentro casa, ela sabia o que ele ia fazer e por isso correu para dentro atrás de seu marido. A vizinha ficou olhando incrédula para a cena disse para si mesma:</p>
<p>- Ah, Vincente! Você me paga, até com a tonta da Carlota tu hás desposado!</p>
<p>Micaela olhava pela janela de seu quarto, enrolada no lençol ainda quente, testemunha de seu adultério, e via, algumas casas a frente, seu marido lutando contra seu amante que brigava não só contra o florete de Don Miguel, mas também contra o próprio telhado que lhe aplicava rasteiras a cada segundo da batalha.</p>
<p>A essa altura, praticamente toda a vizinhança já estava acompanhando o duelo sobre os telhados a luz do luar e da fogueira que ardia no centro da praça. Alguns esbravejavam que deveriam subir e ajudar Don Miguel, mas eram imediatamente desencorajados por outros que diziam ser uma questão de honra, e que o dono da vinícola deveria lutar sozinho. Vincente já estava com cortes nos braços e abdômen.</p>
<p>A falta do outro pé da bota o estava deixando em clara desvantagem naquele telhado escorregadio e não havia a menor possibilidade de calçá-la ali, no meio do duelo. O jeito era tentar acabar logo com o combate ou ele seria morto, ou por Don Miguel de Apoinar, ou pelo telhado traiçoeiro. O jovem garanhão aproveitou uma pequena brecha nos ataques de seu inimigo e trouxe junto a sua boca o pingente que carregava há muitos anos pendurado em seu pescoço, beijando-o. Esse pingente de ouro era uma adaga encravada em uma máscara de teatro veneziana, era o símbolo de Lothur, deus da trapaça e dos trapaceiros.</p>
<p>O dono da vinícola avançou com toda sua fúria sobre Vincente, imaginando que seu ato havia sido de puro desdém. O jovem quase foi ao chão pela enésima vez, mas conseguiu manter o equilíbrio, voltando ao combate, e conseguindo pela primeira vez acertar o marido de sua amante no combate, cortando-lhe o braço. Imediatamente a manga branca da camisa de Don Miguel ficou avermelhada.</p>
<p>O tilintar do metal das espadas atraia agora pessoas de vários locais próximos da cidade e não mais somente os vizinhos, até mesmo um homem que carregava feno em uma carriola parara para assistir ao duelo nas alturas. E nesse momento o marido de Carlota retornava do interior de sua casa, carregando com sigo sua carabina extremamente brilhante naquela noite.</p>
<p>- Pare com isso, Esteban! Meu marido, tu hás entendido tudo errado!</p>
<p>- Calada mulher! – ordenou Esteban – vou acabar logo com isso.</p>
<p>Esteban mirou com sua carabina as costas de Vincente, que alheio a presença do outro contemplado no consorcio dos chifres, continuava sua batalha contra o marido enfurecido de Micaela. Ele então puxou o gatilho. No entanto, um milésimo de segundo antes de Esteban puxar o gatilho da carabina, o equilíbrio de Vincente foi vencido pela insistência do telhado e ele escorreu telhado abaixo, levando junto consigo para o chão suas coisas que haviam caído sobre o telhado no inicio do combate. Caiu do segundo andar da casa direto para dentro da carroça cheia de feno. Don Miguel não teve a mesma sorte. O tiro da carabina acertou-o em cheio, atravessando seu coração, terminando de parti-lo ao meio. Caiu rolando do telhado direto para o chão de paralelepípedos das ruas de Salamanca.</p>
<p>O povo assistiu a queda sem acreditar no que acabavam de ver, enquanto ouviam os gritos desesperados de Micaela de Apoinar, a mais nova viúva de Salamanca, e os gritos de mais uma dúzia de jovens da cidade. Esteban recarregava sua carabina, era o único que se mexia na multidão. Vincente levantou a cabeça de dentro do feno, seu chapéu estava torto em sua cabeça e cheio de novos adornos na cor palha, e a primeira coisa que viu foi a cano da carabina tão próximo de sua cara quanto à espada de Don Miguel nunca chegara a estar.</p>
<p>- Saia da carroça seu maldito. – Ordenou Esteban.</p>
<p>Não tendo escolha ele juntou suas poucas coisas que estavam sobre o feno e saiu da carroça. Em uma mão seu florete sujo com o sangue do dono da vinícola, na outra um pé de bota, uma camisa, um colete e uma capa.</p>
<p>- Ajoelhe-se e faça sua ultima oração, seu bastardo!</p>
<p>O jovem semi-desnudo ajoelhou-se e soltou suas coisas ao lado de seu corpo cansado da batalha, da fuga e do esporte que vinha praticando a tarde toda com a viúva do finado Miguel de Apoinar. Entregue a seu destino, Vincente beijou novamente seu pingente e agradeceu:</p>
<p>- Obrigado meu senhor, pelas vezes que me livrastes, mas acho que dessa vez eu devo ter abusado. – e olhou nos olhos de seu algoz.</p>
<p>Esteban puxou o gatilho, uma, duas vezes, e nenhum som saiu da carabina. O povo olho espantado para a lustrosa arma de fogo recém adquirida pelo marido de Carlota, que olhava incrédulo para a arma. Vincente, mais do que depressa estava novamente de pé, com todas as suas coisas em mãos, e sem nem mesmo pensar no que faria, correu em direção a carroça de feno subiu por ela na casa em que havia iniciado a batalha contra Don Miguel e em poucos segundos estava novamente no telhado calçando o segundo pé de sua bota.</p>
<p>Esteban mirou novamente, dessa vez a carabina disparou, jogando para o alto a telha onde o jovem havia se apoiado para levantar. Com o novo disparo, Vincente saiu em disparada pelos telhados, voltando apenas para pegar seu chapéu que caira durante a arrancada. Passou por sobre o telhado da casa de Micaela e parou por alguns segundos.</p>
<p>- Nos vemos em breve Micaela, eu lhe mando um bilhete para nos encontrarmos.</p>
<p>Um novo disparo passou zunindo pela orelha de Vincente, que sem mais delongas voltou a correr por sobre as casas, nem sequer ouvindo a resposta da jovem viúva. Com um sorriso no rosto foi sumindo além dos telhados de Salamanca, beijando seu pingente de ouro, símbolo de Lothur.</p>
<p>Micaela aguardou seu amante por muitas noites encostada à janela. Vincente nunca escreveu um único bilhete dos que prometera a suas amantes.</p>
<p>FIM</p>
<p>Bruno &#8220;Hanzo&#8221; Vieira</p>
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		<item>
		<title>Cinza, Preto e Branco</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Nov 2010 18:36:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hanzobcv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trevas]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno C. Vieira]]></category>

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		<description><![CDATA[A neblina caia densa sobre as casas e ruas daquele bairro do ABC paulista. A noite começava a chegar, no entanto a Lua não podia ser vista por ninguém daquela região. As luzes da rua acendiam vagarosamente, preenchendo o acinzentado da nevoa com sua coloração amarela. Naquele mesmo bairro havia uma casa abandonada. Sua construção [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=asmileduasnoites.wordpress.com&amp;blog=8618683&amp;post=123&amp;subd=asmileduasnoites&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A neblina caia densa sobre as casas e ruas daquele bairro do ABC paulista. A noite começava a chegar, no entanto a Lua não podia ser vista por ninguém daquela região. As luzes da rua acendiam vagarosamente, preenchendo o acinzentado da nevoa com sua coloração amarela.<span id="more-123"></span></p>
<p>Naquele mesmo bairro havia uma casa abandonada. Sua construção havia parado há anos deixando-a em estado semi-pronto, não havia nada além das paredes, mato e entulho no grande terreno da propriedade, e como não poderia deixar de ser, aquela era a casa mal-assombrada do bairro.</p>
<p>- Verdade ou desafio? – Perguntou Renato.</p>
<p>- Humm&#8230; desafio! Respondeu Fabio.</p>
<p>Renato era um garoto que fora criado dentro de casa, sua mãe não o deixava sair muito na rua e por isso o pobre garoto ficava assistindo os outros jogando futebol pela janela, sem nada poder fazer. Tal situação fez crescer em Renato sentimentos ruins, tais como a inveja, a arrogância, enfim, tornaram-no um ser amargo.</p>
<p>Fabio por sua vez fora criado na rua, junto com os demais garotos do bairro. Empinava pipa, jogava peão e batia uma bolinha com a galera. Sempre gostou de farra, e jamais pedia verdade na brincadeira do “verdade ou desafio”. Naquele dia, porém, deveria ter respondido verdade.</p>
<p>- Desafio você a ir sozinho até o interior da casa abandonada e nos trazer um daqueles tijolos da laje.</p>
<p>- Ah! Isso é bico, Renato! – respondeu Fabio.</p>
<p>- Renato! Hoje é dia trinta e um. É o dia em que a construção foi embargada por causa do assassi&#8230; por causa da morte do dono da casa. – disse Leandro, irmão mais novo de Fabio – Mano, não vá até lá! Você sabe o que dizem sobre a casa!</p>
<p>- Deixa disso, Leandro. Quantas vezes nós já não fomos até a casa abandonada? Nunca vimos nada lá! – respondeu Fabio.</p>
<p>- Anda logo seu “maricas”! Foi você que pediu desafio! – atiçou Renato.</p>
<p>- Só me dêem alguns minutos e já estou de volta! – retrucou Fabio.</p>
<p>-Tome cuidado Fabinho! – disse Camila, que parecia nada contente com o desafio.</p>
<p>- Tomarei, Camila, tomarei.</p>
<p>Fabio atravessou a rua e pulou o muro do terreno baldio que fazia fundo com o terreno da casa abandonada. Caiu do outro lado do muro, deformando a mata que já alcançara a altura de sua canela.</p>
<p>Os entulhos da construção do novo vizinho se amontoavam em um dos cantos do terreno, pedras, latas e areia. Cacos de vidro brilhavam do outro lado do terreno enquanto algo se mexia por entre o mato alto do fim do terreno, após o pequeno morro de terra do desnivelado terreno, e antes do muro que o separava da casa abandonada.</p>
<p>Ele seguiu com cuidado pelo terreno, evitando pedaços de madeira e possíveis pregos enferrujados que pudessem feri-lo no caminho, mas não demorou nada e ele já havia subido no muro dos fundos. Olhou de volta para o terreno baldio e para a rua, quase não podia enxergar a casa de Renato. A luz do poste que ficava em frente à casa piscava incessantemente piorando a já difícil visualização na neblina.</p>
<p>Caminhando por entre o mato, chegou sem dificuldades ao que seria a porta dos fundos da casa. O mato e o entulho cobriam o chão do local. As paredes de tijolos alaranjados estavam pixadas e a falta de luminosidade no interior da casa completavam o sentimento de abandono.</p>
<p>Fabio estava no que seria a cozinha da casa, dali ele podia ver o grande cômodo que seria a sala, um menor onde provavelmente ficaria o banheiro e o vão onde a escada para o primeiro andar seria construída, ali as paredes haviam sido quebradas de tal forma a criar uma escada na parede, possibilitando assim o acesso ao andar superior da casa.</p>
<p>Deu um passo em direção a “escada” e viu sumir a sua tão querida rua logo atrás da parede dos fundos da casa. Nesse instante o medo preencheu seu peito e Fabio quase deu meia volta e saiu em disparada pelo terreno baldio de volta para a casa de seu amigo. No entanto respirou fundo e deu mais um passo em direção a escada.</p>
<p>As sombras se alongaram e tomaram formas horripilantes, como tentáculos negros que iam em sua direção. Fabio via vultos se movendo em grande velocidade pelo corredor, escondendo-se após as paredes. Quando olhava pra frente via pelo canto dos olhos as sombras avançando pelas suas costas, virava-se só pra sentir seus avanços pelo outro lado.</p>
<p>Virou-se uma última vez para os fundos da casa e seus olhos encontraram os de um gato preto que estava a fita-lo. O gato encarou-o com seus olhos cor de mel e saiu em disparada ao ouvir o som de uma moto em frente à casa abandonada, o que acabou por tirar o próprio Fabio do transe em que havia entrado.</p>
<p>O garoto virou-se para o corredor de paredes cobertas com um belo papel de parede branco salpicado de flores cor de rosa. O chão de madeira estalava um pouco sob seus pés, mas não chegava a incomodar. Dali ele podia ver a sala bem decorada, uma grande estante de madeira escura em um canto, sofás para mais de três pessoas e uma lareira acompanhavam o grande vitrô da sala.</p>
<p>A escada de degraus largos foi vencida vagarosamente pelo garoto que parecia deslumbrado com o acabamento e com os objetos de decoração da casa. Chegando ao primeiro andar, Fabio sentiu uma brisa agradável bater em seu rosto, ele então decidiu continuar sua subida para o andar superior, sem se deter no primeiro andar.</p>
<p>Chegou então no terraço, e de lá ele podia ver a Lua, em sua forma mais completa, grande e redonda. Naquela noite agradável a mãe da noite apresentava-se em um vestido amarelo que a embelezava ainda mais. Apaixonado por aquela visão, Fabio seguiu até o parapeito do terraço e esticando sua mão quase pode tocá-la.</p>
<p>Um forte tranco fez a Lua amarelada se dissipar em sua frente e o chão apareceu em seu lugar. Fabio estava pendurado pela cintura, balançando perigosamente em direção ao chão e a pilha de pedregulhos e barras de ferro que lá estavam. Ele então gritou, mas nenhum som saiu por sua boca.</p>
<p>Com outro tranco, Fabio foi jogado para cima da laje mal acabada da casa abandonada e então ele pode ver o que o havia impedido de cair. Na berada da laje estava um homem, usava calça jeans, camiseta branca e uma jaqueta negra. O cabelo escuro estava penteado para trás, a barba estava por fazer e seus olhos o encaravam friamente.</p>
<p>- “Ta” maluco garoto?</p>
<p>- Eu&#8230; eu&#8230; eu&#8230;</p>
<p>- Desça já daqui e volte para sua casa, antes que eu mesmo te jogue daqui de cima! – ordenou o homem.</p>
<p>- Sim, sim senhor!</p>
<p>Fabio teve certa dificuldade para ficar de pé, suas pernas ainda tremiam devido ao susto que tomara poucos segundos atrás. Engatinhou então até a berada do vão onde deveria haver uma escada, caso a construção da casa estivesse completa. Olhou para os buracos na parede de tijolos e teve uma rápida lembrança da escalada para subir, buraco por buraco, e não degrau por degrau.</p>
<p>Virou o corpo ainda assustado com seu próprio lapso mental e deu uma última olhada para o homem que salvara sua vida, agradeceu-o com o olhar e desceu alguns “degraus”. No limiar entre fim da parede e a laje, Fabio viu o gato preto pulando do vazio para o último andar da casa abandonada.</p>
<p>A nevoa ficou mais densa e parecia sufocar ali no terraço da casa. Fabio sentiu o medo preencher seu peito novamente e retomou sua decida em direção ao térreo. As sombras da casa pareciam avançar sobre ele novamente e fortes pancadas na laje faziam com que partículas desprendessem-se do teto do primeiro andar da casa.</p>
<p>Tomado pelo sentimento do medo e pela sensação de urgência ele pulou os dois metros restantes, indo de encontro à outra parede do vão da escada, saiu em dispara pelo corredor atravessando a cozinha sem se preocupar em desviar dos cacos e pedaços de tijolo que estavam jogados no chão, quebrando-os.</p>
<p>Ganhou o quintal dos fundos e continuou sua corrida em direção ao terreno baldio que dava acesso a sua rua. Fabio pulou. O desnível entre um terreno e outro era de quase dois metros, mas o medo era ainda maior e ele não pensou duas vezes.</p>
<p>Em meio ao salto, uma forte luz alcançou-o, jogando-o para baixo. Ele caiu rolando no terreno baldio. Levantou-se na mata e olhou de volta para a casa abandonada. A luz que havia surgido já se extinguira e as sombras voltavam ao normal.</p>
<p>Olhou para a sua rua e viu nitidamente a casa de seu vizinho. A luz do poste parara de piscar. A nevoa se fora e levou junto aquele medo que a pouco preenchera seu peito. A Lua minguante reinava novamente no céu enquanto um rugido de moto fez-se ouvir naquela noite silenciosa.</p>
<p>FIM</p>
<p>Bruno “Hanzo” Vieira</p>
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	</item>
		<item>
		<title>O Mar da Enguia</title>
		<link>http://asmileduasnoites.wordpress.com/2010/06/23/o-mar-da-enguia/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Jun 2010 02:30:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hanzobcv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas de um elfo]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno C. Vieira]]></category>

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		<description><![CDATA[O leve ranger do gancho e da madeira denunciava o calmo balançar da rede acompanhando o vai e vem do barco ao sabor das águas do Mar da Enguia. Há algum tempo estavam naquela viagem e poucas foram as noites em que o elfo dormiu bem com aquele constante balançar. Na verdade nas noites calmas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=asmileduasnoites.wordpress.com&amp;blog=8618683&amp;post=112&amp;subd=asmileduasnoites&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O leve ranger do gancho e da madeira denunciava o calmo balançar da rede acompanhando o vai e vem do barco ao sabor das águas do Mar da Enguia. Há algum tempo estavam naquela viagem e poucas foram as noites em que o elfo dormiu bem com aquele constante balançar. Na verdade nas noites calmas até que o balanço era bom,<span id="more-112"></span> mas nos dias e noites agitados não há como não sujar o chão ou alimentar os peixes do mar com o retorno da má alimentação servida nessas embarcações.</p>
<p>O ar úmido e o cheiro de mofo dividiam o porão com os tripulantes, e com os ratos que abundam no porão, e o som do mar, limpo como a água, podia ser ouvido de qualquer parte do navio enquanto suas ondas se chocavam com o casco.</p>
<p>Ao subir as escadas para o convés a claridade era tanta que chegava a cegar momentaneamente quem saísse daquela cova. O sol forte cumprimentava sua face no mesmo instante em que a brisa do mar, dando uma estranha sensação de frescor e calor, sensações essas que normalmente só podem ser sentidas quando estamos próximos ao mar.</p>
<p>Uma grande correria tomava conta do convés, marujos correndo de um lado para o outro arrumando as velas e amarrando as cordas. O capitão da caravela estava sozinho na parte mais elevada e de lá comandava toda a bagunça organizada dos marujos.</p>
<p>Hanzo percebeu que as coisas estavam mais agitadas do que no dia anterior. O elfo então subiu as escadas que davam acesso ao comando do barco, onde o capitão Mark estava no comando do timão. Ao deixar para trás o ultimo degrau, ele avistou não muito longe o motivo da agitação. A poucas centenas de metros estava um navio, se aproximando rapidamente do “Rabo de Sereia”, o barco do capitão Mark. No mais alto mastro, a bandeira dos piratas balançava conforme o vento.</p>
<p>-     É uma questão de tempo até que eles nos alcancem. – disse o capitão.</p>
<p>-     Não há como escapar? – perguntou o elfo, enquanto debruçava sobre o parapeito e olhava para o navio pirata.</p>
<p>-     Não. Essas embarcações são muito rápidas, não carregam quase nada que não possa causar dano. Estamos fazendo o possível para escapar, mas não acredito que não haja luta. – respondeu Mark.</p>
<p>Hanzo se apoiou no parapeito e olhou novamente para dentro da embarcação, ele não sabia muito sobre navegação, muitas cordas, muitos nós, e por isso decidiu não interferir no trabalho dos marujos. Dirigiu-se então de volta a escada.</p>
<p>-     Vou me aprontar então. Caso precise de algo, é só avisar.</p>
<p>-     Ok. – respondeu o capitão.</p>
<p>O elfo desviou de um dos marujos assim que pôs os pés novamente no convés. Caminhou lentamente e se equilibrando após uma forte onda quebrar no casco do navio. Desceu as escadas para o porão e logo o cheiro do mofo tomou sua respiração, ele espirrou algumas vezes, mas logo se acostumou com o ar estagnado.</p>
<p>Aproximou-se da rede onde dormira as últimas noites. Na coluna onde ela estava enganchada, estava também sua mochila e sua espada. Hanzo prendeu-a a sua cintura e retirou da mochila uma pedra de afiar. Sentou-se no chão, com suas costas encostadas na coluna e iniciou o processo de afiar.</p>
<p>Assim que guardou a pedra ele ouviu o primeiro disparo. O barulho dos marujos correndo de um lado para o outro no convés incomodaria qualquer um que estivesse no porão e então o elfo correu para a parte de cima da embarcação. Ao chegar à escada ele foi jogado para a direita, rolou pelo chão do porão e bateu contra o casco do navio.</p>
<p>Caixas, redes, ratos, tudo o que estava no porão foi carregado para a direita, em direção ao casco. Hanzo conseguiu se descolar da parede a tempo de não se enrolar na rede que fora puxada em sua direção. Correu e chegou novamente à escada, segurando-se ao corrimão dessa vez. Subiu aos encontrões com os marujos que desciam para operar os canhões.</p>
<p>Madeira e fumaça preenchiam o ar do convés. Marujos corriam e gritavam ordens uns aos outros. O barco pirata estava iniciando a mesma manobra que o capitão Mark havia feito a pouco, virava seu barco para a esquerda, deixando assim as duas embarcações lado a lado. O elfo já podia ver os piratas do outro navio, espadas rapieiras a mão e ganchos girando no ar.</p>
<p>Os dois barcos ficaram lado a lado e então o som do mar foi substituído pelo ensurdecedor barulho de pólvora explodindo, madeira quebrando e pelo grito dos marujos e piratas atingidos pelas balas dos canhões.</p>
<p>Em questão de segundos os ganchos dos piratas eram lançados contra o parapeito que protegia o convés e com isso os barcos eram aproximados cada vez mais. Hanzo olhou para cima e a tempo de ver três piratas balançando em cordas e vindo diretamente para o convés do Rabo de Sereia. Um deles caia dos céus bem sobre sua cabeça.</p>
<p>O sangue do pirata tingiu o chão do convés de vermelho. A espada do elfo apontava para a bandeira de caveira no topo do mais alto mastro do navio pirata. Os únicos dois que viram o rápido ataque feito pelo elfo foram os outros dois piratas, que viram seu parceiro de profissão ser cortado ao meio antes mesmo de tocar o chão.</p>
<p>Os dois correram em direção ao elfo. Seus cabelos verdes tinham agora uma tonalidade avermelhada, dando lhe uma aparência suja, modificando a boa impressão que os elfos sempre causavam, mas isso não era nada próximo a sujeira que tomava conta dos bucaneiros.</p>
<p>O ataque da rapieira foi facilmente bloqueado pelo elfo, que revidou com um forte soco que acertou em cheio o nariz do pirata, jogando-o para trás. Hanzo virou-se desviando da investida do outro invasor e contra atacando-o com sua espada longa. O pirata defendeu a espadada, mas o chute que veio logo em seguida acertou-lhe direto entre as virilhas, fazendo-o dobrar ao meio. Em um corte limpo, a espada do elfo cortou-lhe a cabeça.</p>
<p>O convés já estava tomado por piratas em briga direta contra os marujos. Hanzo estocou outro pirata e olhou para a parte mais elevada, e lá estava o capitão Mark, lutando contra dois piratas. O elfo então correu em direção à escada, lutando contra tudo o que tentava impedir seu avanço e matando mais dois nesse caminho.</p>
<p>Antes mesmo de chegar ao ultimo degrau, ele arremessou sua espada, cravando-a nas costas de um dos piratas. O outro olhou rapidamente em direção ao elfo, porém vendo-o desarmado continuou sua investida contra o capitão. Hanzo correu em direção ao cadáver que guardava sua espada, mas antes que chegasse nele outro pirata caiu do céu, bem a sua frente.</p>
<p>Faca nos dentes, um gancho em uma das mãos e a corda na outra, usava roupas negras e uma bandana de mesma cor, barba por fazer e cabelo longo. Cheirava a peixe podre. Soltou a corda, pegou a faca e correu em direção ao elfo. Hanzo esperou até o último momento e então pulou com os dois pés no peito do pirata, jogando-o com toda força para trás, no entanto o elfo desceu rolando a escada que estava logo atrás dele.</p>
<p>Meio atordoado com a forte pancada, Hanzo abriu os olhos a tempo de reconhecer o pirata mal cheiroso no topo da escada, pronto para pular por sobre ele. Girou escapando da facada mortal. O elfo ficou de pé a tempo de rir da cena que estava presenciando. Tanto o gancho quanto a faca ficaram presos no convés, e o pirata perdia preciosos segundos tentando desprende-los.</p>
<p>Um forte chute no estomago do pirata fez com que ele soltasse a faca presa no chão, e em um movimento circular suas costas bateram com força no parapeito, no entanto, seu gancho continuou preso no chão, deixando com os dois pés e um gancho no chão. Hanzo deu mais dois socos no pirata, desmaiando-o.</p>
<p>Ele então desprendeu a faca do chão e subiu correndo a escada, dois marujos lutavam junto com o capitão contra três outros piratas. Com a faca do pirata em mãos, os três invasores foram mortos em um piscar de olhos. Hanzo pode então resgatar sua espada longa do corpo do pirata abatido minutos atrás.</p>
<p>Nesse momento um forte choque balançou perigosamente o Rabo de Sereia, desequilibrando até mesmo os mais experientes piratas. Em segundos, outro forte choque jogou todos ao chão.</p>
<p>Uma enguia gigante apareceu do outro lado do navio pirata e deu uma forte cabeçada no casco da embarcação. O barco balançou perigosamente puxando junto com ele o navio do capitão Mark.</p>
<p>-     Temos que cortar os ganchos que nos prendem a eles e tentar fugir. – Disse o capitão aos dois marujos que estavam com eles próximos ao timão.</p>
<p>Hanzo olhou em direção ao parapeito cheio de ganchos e cordas e falou algumas palavras no idioma dos antigos magos élficos. O efeito foi imediato, uma explosão entre os dois barcos jogou um forte jato de água para cima, cortando as cordas que prendiam um barco ao outro.</p>
<p>-     Wasserklinge. – sussurrou o elfo, estendendo seu braço, apontando a palma da mão para o local da explosão segundos antes dela ocorrer.</p>
<p>O capitão assumiu novamente o leme e girou-o dando nova direção ao Rabo de Sereia. Hanzo que estava quase se levantando saiu rolando novamente pelo convés, indo de encontro ao parapeito. Levantou apoiando-se em sua espada e pulou para a parte baixa do convés, para ajudar os marujos a terminar a luta contra os piratas. Em cinco minutos, todos os bucaneiros que ainda estavam vivos já haviam sido amarrados pelos marujos.</p>
<p>Um novo choque balançou o navio. Para evitar ir ao chão novamente, o elfo infincou sua espada no convés e segurou firme. Iniciou novamente a murmurar palavras no idioma dos antigos elfos e aguardou em silêncio. Novo choque, tudo balançou, alguns caíram no chão enquanto o elfo segurava firmemente o cabo de sua espada longa, somente observando as laterais do barco.</p>
<p>Até que a enguia surgiu à esquerda do elfo, ele não precisou esperar muito tempo, estendeu seu braço esquerdo, apontou a palma de sua mão para a criatura e gritou:</p>
<p>-     BLITZ!</p>
<p>Um raio saiu de sua mão e atingiu a enguia gigante em cheio jogando-a de volta para as profundezas do mar, enquanto ela brilhava a cada espasmo causado pela forte descarga elétrica do raio desferido pelo elfo.</p>
<p>Os marujos gritaram aliviados e contentes com a magia do elfo, até mesmo os piratas capturados gritaram de felicidade com a derrota da enguia. O capitão desceu a escada e tocou no ombro do elfo, sentindo uma leve corrente de energia atravessar seu corpo ao fazer isso.</p>
<p>-     Obrigado, Hanzo! Sua ajuda foi de grande valor para nós! – agradeceu o capitão do Rabo de Sereia.</p>
<p>-     Não tem o que agradecer capitão. Só me responda uma coisa, falta muito para chegarmos a Kartro. – perguntou o elfo.</p>
<p>-     Alguns dias ainda. Por quê?</p>
<p>-     Porque usar magia em alto mar acabou com o meu estomago&#8230;</p>
<p>-     Hahahaha&#8230; vamos homens, é hora de consertarmos o navio e alimentarmos os peixes com esses corpos fedorentos!</p>
<p>Os marujos voltaram as suas movimentações frenéticas, a martelar e amarrar tudo o que necessitasse de reparos, enquanto o elfo movia-se bem devagar em direção ao parapeito do convés. Dobrou-se e pôs todo o pouco de comida que tinha pra fora.</p>
<p>Ao levantar a cabeça ele viu ao longe os destroços do navio pirata que tinha os atacado a pouco, era muito pouco provável que alguém tivesse sobrevivido ao ataque da enguia. Olhou para frente, o horizonte era azul, e uma brisa leve veio de encontro ao seu rosto quente, amenizando a sensação de formigamento da pele em exposição ao sol. O mar estava calmo novamente e ao elfo só restava esperar pela chegada ao continente.</p>
<p>FIM</p>
<p>Bruno “Hanzo” Vieira</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/asmileduasnoites.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/asmileduasnoites.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/asmileduasnoites.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/asmileduasnoites.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/asmileduasnoites.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/asmileduasnoites.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/asmileduasnoites.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/asmileduasnoites.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/asmileduasnoites.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/asmileduasnoites.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/asmileduasnoites.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/asmileduasnoites.wordpress.com/112/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/asmileduasnoites.wordpress.com/112/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/asmileduasnoites.wordpress.com/112/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=asmileduasnoites.wordpress.com&amp;blog=8618683&amp;post=112&amp;subd=asmileduasnoites&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Começo</title>
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		<pubDate>Mon, 31 May 2010 19:42:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>hanzobcv</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fanfic]]></category>
		<category><![CDATA[Trevas]]></category>
		<category><![CDATA[Bruno C. Vieira]]></category>

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		<description><![CDATA[Jericho, Califórnia. O quarto do motel não era muito grande, mas garantia certo conforto ao viajante. Cama de casal, escrivaninha, um pequeno móvel branco, televisão e banheiro. As paredes avermelhadas e as com placas que imitavam madeira, iam sendo forradas com recortes de jornal, xerox de livros e anotações. Portas e janelas estavam cercadas com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=asmileduasnoites.wordpress.com&amp;blog=8618683&amp;post=104&amp;subd=asmileduasnoites&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jericho, Califórnia.</p>
<p>O quarto do motel não era muito grande, mas garantia certo conforto ao viajante. Cama de casal, escrivaninha, um pequeno móvel branco, televisão e banheiro. As paredes avermelhadas e as com placas que imitavam madeira, iam sendo forradas com recortes de jornal, xerox de livros e anotações. Portas e janelas estavam cercadas com sal grosso. O homem já há muito tempo formado, de olhar cansado e barba por fazer era quem concluía esse trabalho.<span id="more-104"></span></p>
<p>Em seu cabelo curto, alguns fios grisalhos nasciam. Usava uma camisa azul por sobre uma camiseta verde e uma jaqueta marrom cobrindo as duas. Calça jeans e sapato marrom completavam o visual de John Winchester.</p>
<p>Viúvo, caçador e, nas horas vagas, pai. John perdera sua esposa a 22 anos em algo que não podemos simplesmente chamar de acidente, Mary Winchester foi assassinada por um demônio, e deixou seus dois filhos, Dean e Sam, para serem criadas por seu marido, que desde então caça todo tipo de criatura a procura do demônio assassino, arrastando seus filhos junto com ele.</p>
<p>E seguindo as pistas deixadas por criaturas sobrenaturais, John chegou até Jericho, mais precisamente na estrada Centennial, onde alguns homens estão desaparecendo misteriosamente nas proximidades do quilometro oito da estrada.</p>
<p>Sob o codinome Burt Aframian, John acabara de retornar de uma antiga propriedade de Joseph Welch, chamada Breckenridge, onde sua esposa fora enterrada, após suicidar-se, jogando-se da ponte Sylvania e morrendo afogada no rio.</p>
<p>A mulher de branco. John tinha quase certeza que Constance Welch havia se tornado um espírito a procura de homens infiéis, assim como seu marido fora no passado. No entanto, em Breckenridge sua investigação tomou um rumo totalmente inesperado.</p>
<p>- John Winchester?</p>
<p>O caçador virou-se e avistou dois homens encarando-o, em quanto iniciava a escavação no tumulo de Constance. Vestes comuns, pessoas comuns, mas havia algo de estranho naqueles olhos, eles eram negros por completo. John sabia o que aquilo significava, e era um problema dos grandes.</p>
<p>Os corpos, possuídos por demônios avançaram em direção a John, no entanto, em um piscar de olhos alguém se interpôs, aparecendo entre o humano e os demônios. Um jovem loiro, trajando um simples terno preto. Em sua mão uma espada curta, de um metal reluzente como a mais pura prata trabalha.</p>
<p>- Dê meia volta e vá embora agora. – Ordenou o jovem de terno.</p>
<p>- Mas é claro, é só nos deixar ficar com ele. – Respondeu um dos demônios, enquanto apontava para John.</p>
<p>- Você sabe o que eu sou, criatura impura. Mais um passo e irei destruí-los.</p>
<p>Os dois demônios ignoraram o aviso, e seguiram adiante. O jovem atacou o primeiro com sua espada curta, mas sem obter êxito, porém acertou o segundo em cheio com um direto de direita, jogando-o longe.</p>
<p>Após desviar do golpe de espada, o demônio é atingido por John com a pá que ele estava usando para cavar a cova, fazendo um grande barulho, e muito pouco estrago. O demônio se recupera rapidamente da bancada e joga o caçador de volta para dentro do buraco que ele próprio já havia cavado.</p>
<p>Nesse instante o jovem derruba o demônio que jogara Winchester, e de forma muito hábil pressiona sua palma da mão contra a têmpora da criatura. Imediatamente a criatura começa a gritar e de seus olhos e boca uma forte luz aparece e vai ficando a cada segundo mais forte, até que desaparece subitamente, assim como o grito do demônio.</p>
<p>- Atrás de você! – Grita John, após assistir embasbacado o feito do jovem.</p>
<p>Em resposta ao aviso, o jovem se virou a tempo de estocar o demônio, que se dobrou pra frente, sendo amparado pela mão do jovem. Rapidamente uma forte luz surgiu dos olhos, da boca e do rasgo feito pela espada curta, acompanhados pelo grito da criatura, e da mesma forma que o anterior, a luz desapareceu. O rapaz jogou o corpo de lado e se levantou, seguindo em direção a John Winchester.</p>
<p>- Vamos. Há mais demônios vindo pra cá. – Disse o jovem, enquanto estendia sua mão para o caçador.</p>
<p>John saiu da cova, com o auxilio do rapaz, e antes que pudesse agradecer estava de volta ao motel, sozinho. Ele não conseguia entender o que acabara de ocorrer, porém parecia que todo o caso da mulher de branco havia sido solucionado em sua cabeça.</p>
<p>Derramou sal grosso em torno da porta e em volta das janelas, ele sabia que isso era uma das poucas coisas que poderia impedir a entrada de demônios em algum local, e então começou a colar as informações do caso na parede, enquanto dava uma mordida no lanche que havia comprado assim que entrara em Jericho, algumas horas atrás.</p>
<p>- John.</p>
<p>John deu um pulo para trás, sacando sua arma e apontando na direção do homem que o chamava de dentro de seu quarto, o mesmo jovem loiro de olhos claros que o havia salvado na antiga propriedade de Constance.</p>
<p>- O que é você? – Perguntou, colocando seu lanche em baixo do abajur.</p>
<p>- Meu nome é Raziel, eu sou um anjo do Senhor.</p>
<p>- Anjo? Isso não existe. O que é você? Responda!</p>
<p>- Eu já disse, sou um anjo do Senhor. Vamos John, você viu o que fiz com aqueles demônios, não viu? Sabe que eu não estou mentindo.</p>
<p>- E por que um anjo me defenderia daqueles demônios?</p>
<p>- Eu gostaria de dizer que é porque coisas boas acontecem, John, mas, a verdade é que você tem uma missão para cumprir. – Respondeu o anjo.</p>
<p>- Missão? Não, obrigado, eu já estou em minha própria missão.</p>
<p>- Matar o demônio que levou sua doce Mary. Sim, eu sei de sua missão, John, e você continuará nela, mas se você continuar a executá-la dessa forma, a vida de seus filhos estará em risco.</p>
<p>- Como assim? O que você está dizendo?</p>
<p>- Preste atenção John, eu não tenho muito tempo. O Céu está em desordem, Nosso Senhor está desaparecido e Lúcifer planeja voltar a Terra.</p>
<p>John Winchester sentou na cama. Sua mão afrouxou o aperto da coronha do revolver, que pendeu sem vida ao chão. Ele parecia tentar entender o que aquela notícia realmente queria dizer, mas em sua mente a única coisa que vinha e voltava era a imagem de Mary ardendo em chamas, presa no teto.</p>
<p>- John?</p>
<p>- Você me disse que eu continuaria em minha missão, mas que eu teria de executá-la de outra forma&#8230;</p>
<p>- Sim. A primeira coisa que deve fazer é afastar Dean e Sam dessa sua missão. Deve mandá-los para outro lugar, pois eles são peças chave para a execução do plano de Lúcifer.</p>
<p>- O quê?! Como assim eles são peças chave no plano do diabo? – John gritou enquanto levantava.</p>
<p>- Não há tempo para explicar todo o plano de Lúcifer, John! Logo eles estarão aqui e será tarde.</p>
<p>- Eles quem? Droga, explique-me seu maldito plano então!</p>
<p>- Muito bom John. Há sinais que antecedem o aparecimento do demônio que matou sua esposa, você deve procurar por esses sinais, assim você irá encontrá-lo. Sua missão é matá-lo, antes que ele encontre o que veio procurar aqui. Para isso você deve procurar uma arma. Uma arma especial, fabricada há muito tempo capaz de matar demônios. E lembre-se, aconteça o que acontecer, mantenha seus filhos longe de você, entendido?</p>
<p>- Mas quais são esses sinais? Que arma é essa? E por que devo me afastar de Dean e Sam.</p>
<p>- Faça o que eu digo, John, ou todo o futuro estará perdido. Adeus!</p>
<p>Raziel colocou sua mão no ombro do caçador e da mesma forma que o anjo havia aparecido no quarto, John desapareceu. Raziel revirou as coisas de John e encontrou o que procurava, seu diário. Abriu em uma página em branco e escreveu nela “Dean” e colocou dois números logo abaixo “35-111 ”, circulou os dois e fechou o diário. Pegou o celular e discou o numero de seu filho mais velho, Dean. A chamada caiu na caixa postal.</p>
<p>- Dean. Está começando a acontecer algo. Acho que é sério. Preciso tentar descobrir o que está acontecendo. – Nesse momento o anjo encarou o celular e sussurrou algo, logo voltou a falar – Tenha muito cuidado, Dean. Todos corremos perigo.</p>
<p>Jogou o celular sobre a cama. Nesse momento o quarto começou a tremer e uma forte luz passava pela janela e por baixo da porta, e a cada segundo tanto o tremor quanto a luz se intensificavam.</p>
<p>- Parece que você finalmente me encontrou Zacarias. Venha, estou te esperando! – Após o brado, um leve suspiro – Boa sorte John! Boa sorte garotos! Que Deus esteja com vocês.</p>
<p>FIM</p>
<p>Bruno “Hanzo” Vieira</p>
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